Saúde mental, fortalecimento familiar e desenvolvimento comunitário endógeno: uma perspectiva psicossocial
Resumo
Introdução. A consolidação da família nuclear ocorre com a revolução industrial e o capitalismo, ao mesmo tempo em que se produz uma divisão social do trabalho para os homens, enquanto para as mulheres se configura uma divisão sexual do trabalho. Na Colômbia existe o programa de fortalecimento familiar e desenvolvimento comunitário no conjunto habitacional Nuevo Girón, Santander. Propõe-se compreender os obstáculos subjetivos e suas ressonâncias nas dinâmicas comunitárias a partir do programa de fortalecimento familiar e desenvolvimento comunitário. Metodologia. Estudo qualitativo descritivo, orientado pela Pesquisa-Ação Participativa (IAP) e pelos princípios da Ação Sem Danos (ASD). Enfatiza-se a forma como o psicossocial permite manter uma tensão entre as subjetividades, a família e a comunidade. Foram utilizados registros em diário de campo, bitácoras e conversas com 20 participantes da comunidade como recursos metodológico para conhecer as expectativas e frustrações dos participantes do programa. Os pesquisadores acompanharam de forma respeitosa, ou seja, não intrusiva, não intervencionista e nem assistencialista. Resultados. Concluiu-se que a compreensão das diversas modalidades do laço familiar, os efeitos da palavra na desconstrução da realidade, a geração de espaços reflexivos para a simbolização e a autoetnografia, entre outros aspectos, dialogam com experiências de trabalho semelhantes e evidenciam, de forma qualitativa e descritiva, que é possível assumir uma posição crítica diante das formas de fazer pesquisa com e nas comunidades. Destacam-se elementos que subvertem a lógica da pesquisa social epidemiológica e positivista, demonstrando que a comunidade não é um objeto passivo de estudo, mas um potencial de capacidades singulares sustentadas por um conjunto de histórias e circunstâncias que convergem em seu território. Discussão. A dinâmica de trabalho nesta investigação evitou tratar a comunidade como um objeto de estudo, ou seja, numa perspetiva de passividade e insuficiência. Também não se recorreu à designação de «população vulnerável», devido ao caráter vitimizante que a própria comunidade assinalou como não a representando, o que permitiu respeitar o seu potencial de capacitação. Conclusões. A importância desta pesquisa reside nos recursos subjetivos e comunitários que os participantes mobilizaram para realizar uma leitura da sua realidade que lhes permitisse comprometer-se com seu desejo e projeto de vida, considerando que as transformações em cada sujeito produzem ressonâncias no âmbito comunitário.
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