Cocriação de territórios biosseguros diante de doenças infectocontagiosas: uma pesquisa-ação participativa
Resumo
Introdução. Quando as doenças infectocontagiosas escapam ao controle sanitário, as consequências vão além do campo da saúde, afetando outros setores, como o turismo, o mercado de trabalho, a economia e a mobilidade humana. O objetivo é coconstruir estratégias voltadas ao enfrentamento dos principais riscos de biossegurança no setor de turismo relacionados à transmissão de doenças infectocontagiosas. Metodologia. Utilizou-se a Pesquisa-Ação Participativa por meio de um trabalho intersetorial envolvendo enfermagem, economia e turismo. O estudo concentrou-se em comunidades turísticas. Os participantes e pesquisadores mantiveram-se ativos ao longo de toda a pesquisa por meio de um processo de reflexão contínua que começou com uma análise preliminar, seguida da identificação de lideranças, diagnóstico participativo, formulação de objetivos, execução, avaliação das mudanças e transformações alcançadas e, por fim, realizou-se uma reflexão sobre todo o processo. Além disso, na etapa final, foram utilizadas análises quantitativas, descritivas e qualitativas. Resultados. Por meio de uma iniciativa coletiva que articulou diversos setores, foi possível construir em conjunto estratégias que reduziram os riscos de contágio no setor de turismo, e as pessoas perceberam maior segurança e autoconfiança.
Discussão. Os resultados confirmam que os processos reflexivos possibilitam transformações significativas e identitárias em cada uma das comunidades envolvidas. Conclusões. Em tempos de crise, é fundamental criar iniciativas coletivas que possibilitem a participação de todas as pessoas. Dessa forma, alcançam-se resultados significativos e identitários que fortalecem a segurança e a autoconfiança. A articulação entre saúde, economia e turismo é essencial para superar situações de crise sanitária, de modo que o setor turístico não seja prejudicado, mas sim fortalecido.
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